Acompanhe também pelo www.cangucu.rs.gov.br

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

CANGUÇU É O QUARTO MAIOR NO ÍNDICE DE DESENVOLVIMENTO DA REGIÃO


O Índice FIRJAN de Desenvolvimento Municipal (IFDM) é um estudo anual do Sistema FIRJAN que acompanha o desenvolvimento de todos os 5.564 municípios brasileiros em três áreas: Emprego & Renda, Educação e Saúde. Ele é feito, exclusivamente, com base em estatísticas públicas oficiais, disponibilizadas pelos ministérios do Trabalho, Educação e Saúde.
         Mesmo com um recorte municipal, foi possível gerar um resultado nacional discriminado por unidades da Federação, graças á divulgação oficial das variáveis componentes do índice por estados e para o país.
         De leitura simples, o índice varia de 0 a 1. Quanto mais próximo de 1, maior o desenvolvimento da localidade. Além disso, sua metodologia possibilita determinar, com precisão, se a melhora relativa ocorrida em determinado município decorre da adoção de políticas específicas ou se o resultado obtido é apenas reflexo da queda dos demais municípios.


Canguçu – O município que apresentou um índice de 0,6857, com base no IFDM de 2009, têm na área de saúde os principais avanços conquistados nos últimos anos, conduzindo o município para um patamar melhor no ranking.
Em 2000, o município apresentava um índice regular de 0,5402. Já em 2005, considerando as políticas públicas implantadas, e no esforço de atacar áreas fundamentais como saúde, educação e habitação, o município passou de regular para moderado. O índice 0,6180 consolidava Canguçu como um dos municípios que mais se desenvolviam na região.
         Os últimos números apresentados pelo Sistema FIRJAN mostra que a área de saúde, seguida da educação, puxaram o índice para cima, apresentando um crescimento de 11% em relação á 2005.
Segundo a FEE – Fundação de Economia e Estatística, os municípios que dependem quase só da agricultura têm dificuldade de gerar empregos formais, comprometendo um crescimento ainda maior destes índices. 

SAÚDE PUXANDO O DESENVOLVIMENTO – DIVULGADO ÍNDICE DE DESENVOLVIMENTO MUNICIPAL

Nesta segunda-feira (07), foi veiculado na edição impressa de ZERO HORA o Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal (IFDM). O estudo, que é desenvolvido pela Federação das Indústrias do Rio de Janeiro, acompanha a evolução dos 5.564 municípios brasileiros e o resultado da gestão das prefeituras.
Considerando as áreas de emprego e renda, educação e saúde como forma de avaliar o desenvolvimento, o IFDM divulga, anualmente, levantamento com base em dados fornecidos pelos municípios. Na pesquisa deste ano, foram contabilizadas as estatísticas oficiais de 2009.
De acordo com ZERO HORA, o levantamento apontou que apenas 4% dos municípios do país alcançaram nota de alto desenvolvimento. Entre os 10 municípios melhores colocados no RS, Cerro Largo, que ficou na 5ª posição, apresentou alta em todas as três áreas de desenvolvimento. Nos municípios localizados nas últimas posições, o quesito emprego e renda foi o que mais contribuiu para a piora do índice. Como referência, o índice de desenvolvimento é considerado alto quando acima de 0, 8; moderado, de 0,6 a 0,8; regular, de 0,4 a 0,6; e baixo, quando não ultrapassa 0, 4. O município de Canguçu teve índice de desenvolvimento moderado, considerando a referência proposta pelo IFDM. A seguir, confira os municípios da região e seus índices de desenvolvimento na pesquisa:
MUNICÍPIO
RANKING RS
ÍNDICE IFDM
1- Pelotas
42
0,7763
2- Rio Grande
51
0,7731
3- Santa Vitória do Palmar
285
0,6883
4- Canguçu
296
0,6857
5- São Lourenço do Sul
301
0,6852
6- Jaguarão
333
0,6764
7- Capão do Leão
346
0,6724
8- Pinheiro Machado
401
0,6519
9- Arroio do Padre
411
0,6476
10- Turuçu
423
0,6410
11- Morro Redondo
428
0,6394
12- Chui
433
0,6347
13- Pedro Osório
449
0,6286
14- Arroio Grande
461
0,6207
15- Cerrito
462
0,6206
16- Herval
468
0,6127
17- Amaral Ferrador
476
0,6040
18- São José do Norte
477
0,6028
19- Santana da Boa Vista
482
0,5955
20- Piratini
489
0,5621
21- Pedras Altas
491
0,5485
 Fonte: ZH / Firjan

terça-feira, 8 de novembro de 2011

CARACTERÍSTICAS DE HANSENÍASE E OS BACILOS DE HANSEN

A Hanseníase, conhecida oficialmente por este nome desde 1976, é uma das doenças mais antigas na história da medicina. É causada pelo bacilo de Hansen, o Myconbacter Leprae: Um parasita que ataca a pele e nervos periféricos, mas pode afetar outros órgãos como fígado, os testículos e os olhos. Não é, portanto, hereditária.
         Com período de incubação que varia entre três e cinco anos, sua primeira manifestação consiste no aparecimento de manchas dormentes, de cor avermelhada ou esbranquiçada, em qualquer região do corpo. Placas, caroços, inchaço, fraqueza muscular e dor nas articulações podem ser outros sintomas.
         Com o avanço da doença, o número de manchas ou o tamanho das já existentes aumenta e os nervos ficam comprometidos, podendo causar deformações em regiões, como nariz e dedos, e impedir determinados movimentos, como abrir e fechar as mãos. Além disso, pode permitir que determinados acidentes ocorram em razão da falta de sensibilidade nessas regiões. 
         O diagnóstico consiste principalmente na avaliação clínica: aplicação de testes de sensibilidade, força motora e palpação dos nervos dos braços, pernas e olhos. Exames laboratoriais, como biópsia, podem ser necessários.
         Esta doença é capaz de contaminar outras pessoas pelas vias respiratórias, caso o portador não esteja sendo tratado. Entretanto, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a maioria das pessoas é resistente ao bacilo e não desenvolve. Aproximadamente, 95% dos parasitas são eliminados na primeira dose do tratamento, já sendo incapaz de transmiti-los a outras pessoas. Este dura até aproximadamente um ano e o paciente pode ser completamente curado, desde que siga corretamente os cuidados necessários. Assim, buscar auxílio médico é a melhor forma de evitar a evolução da doença e a contaminação de outra s pessoas.
         O tratamento e distribuição de remédios são gratuitos e, ao contrário do que muitas pessoas podem pensar, em face do estigma que esta doença tem, não é necessário isolamento do paciente. Aliás, a presença de amigos e familiares é fundamental para sua cura.
         Durante este tempo, o hanseniano pode desenvolver suas atividades normais, sem restrições. Entretanto, reações adversas ao medicamento podem ocorrer e, nestes casos, é necessário buscar auxílio médico.
        
         Importante saber:
         Segundo a OMS, nosso país é líder mundial em prevalência da hanseníase. Em 1991, foi assinado pelo governo brasileiro um termo de compromisso mundial, comprometendo-se a eliminar esta doença até 2010. Entretanto, a cada ano, há mais de quarenta mil novos casos tendo, entre eles, vários indivíduos em situação de deformidade irreversível.
         Nos dias 24, 26 e 27 de janeiro são comemorados, respectivamente, o Dia do Hanseniano, o Dia Mundial de Combate à Hanseníase e o Dia Estadual de Combate à Hanseníase.
         “Lepra”, designação antiga desta doença, era o nome dado a doenças de pele em geral, como psoríase, eczema e a própria hanseníase. Devido ao estigma dado a esta denominação e também ao fato de que hoje, com o avanço da medicina, há nomes apropriados para cada uma destas dermatoses, este termo deixou de ser utilizado (ou, pelo menos, deveria ter sido).
       

O QUE É A TUBERCULOSE

A Tuberculose é uma doença infecto-contagiosa causada por uma bactéria que afeta principalmente os pulmões, mas, também pode ocorrer em outros órgãos do corpo, como ossos, rins e meninges (membranas que envolvem o cérebro).
Qual a causa?
Mycobacterium tuberculosis ou Bacilo de Koch (BK). Outras espécies de micobactérias também podem causar a tuberculose. São elas: Mycobacterium bovis, africanum e microti.
Quais os sintomas?
Alguns pacientes não exibem nenhum indício da doença, outros apresentam sintomas aparentemente simples que são ignorados durante alguns anos (ou meses). Contudo, na maioria dos infectados, os sinais e sintomas mais freqüentemente descritos são tosse seca contínua no início, depois com presença de secreção por mais de quatro semanas, transformando-se, na maioria das vezes, em uma tosse com pus ou sangue; cansaço excessivo; febre baixa geralmente à tarde; sudorese noturna; falta de apetite; palidez; emagrecimento acentuado; rouquidão; fraqueza; e prostração. Os casos graves apresentam dificuldade na respiração; eliminação de grande quantidade de sangue, colapso do pulmão e acumulo de pus na pleura (membrana que reveste o pulmão) - se houver comprometimento dessa membrana, pode ocorrer dor torácica.
Como se transmite?
A transmissão é direta, de pessoa a pessoa, portanto, a aglomeração de pessoas é o principal fator de transmissão. O doente expele, ao falar, espirrar ou tossir, pequenas gotas de saliva que contêm o agente infeccioso e podem ser aspiradas por outro indivíduo contaminando-o. Má alimentação, falta de higiene, tabagismo, alcoolismo ou qualquer outro fator que gere baixa resistência orgânica, também favorece o estabelecimento da doença.
Como tratar?
O tratamento à base de antibióticos é 100% eficaz, no entanto, não pode haver abandono. A cura leva seis meses, mas muitas vezes o paciente não recebe o devido esclarecimento e acaba desistindo antes do tempo. Para evitar o abandono do tratamento é importante que o paciente seja acompanhado por equipes com médicos, enfermeiros, assistentes sociais e visitadores devidamente preparados.
Como se prevenir?
Para prevenir a doença é necessário imunizar as crianças com a vacina BCG. Crianças soropositivas ou recém-nascidas que apresentam sinais ou sintomas de Aids não devem receber a vacina. A prevenção inclui evitar aglomerações, especialmente em ambientes fechados, e não utilizar objetos de pessoas contaminadas.

ÍNDICES DE SAÚDE DO MUNICÍPIO SÃO MONITORADOS EM REUNIÕES DA SMS

Os coordenadores dos setores da SMS e a Secretária Mariza Helena Eslabão estiveram reunidos mais uma vez em 2011, para tratar exclusivamente do monitoramento dos índices de saúde do município.
As reuniões que são realizadas duas vezes ao ano, é um trabalho de acompanhamento que a secretaria realiza, no objetivo de cruzar as informações dos índices pactuados e os alcançados pelo município, mantendo as metas estipuladas e buscando melhorar os índices não alcançados.
Durante a reunião, os coordenadores detalharam o trabalho que vem sendo realizado e demonstraram preocupação com as poucas informações existentes sobre os casos de tuberculose e hanseníase, sugerindo que a equipe médica de saúde pública do município, esteja mais informada e atenta para identificar os sintomas destas doenças.
O paciente que estiver com suspeita destas doenças, também deve procurar os serviços de saúde e pedir um diagnóstico mais apurado. Geralmente, pelo contingente que todos os dias procuram os serviços públicos de saúde, fica difícil identificar pacientes com sintomas destas doenças, reconhece a equipe.
Na Tuberculose por exemplo, maioria dos pacientes não exibem nenhum indício da doença, e outros apresentam sintomas aparentemente simples que são ignorados durante a solicitação de outros exames.
No caso da Hanseníase, o período de incubação varia entre três e cinco anos, onde sua primeira manifestação consiste no aparecimento de manchas que geralmente não são tratadas adequadamente, e o tamanho das manchas já existentes aumentam podendo causar inclusive deformações em regiões como nariz e dedos. Esta doença é capaz inclusive, de contaminar outras pessoas.
Veja nos posts a seguir, um pouco mais sobre estas doenças:

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

SMS É PARCEIRA EM PROJETOS QUE LEVAM SAÚDE E PREVENÇÃO A SALA DE AULA

Especialistas acreditam que toda proposta educacional deve não apenas incluir informação sobre saúde, mas também considerar a saúde como bem maior da pessoa e da comunidade. O movimento de inclusão do tema saúde nas escolas brasileiras ganhou força com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, de 1996, na qual se entende a escola como uma instância abrangente, focada no conceito mais pleno de educação da criança.
Nesta mesma proposta, a Secretaria Municipal de Saúde de Canguçu já desenvolve algumas atividades envolvendo jovens e crianças de escolas do município, que atuam como elementos multiplicadores, informando e cobrando a família em termos de saúde.
    
O projeto Adolescência Sadia, que tem como objetivo a prevenção ao uso de drogas, a gravidez na adolescência e a violência, a equipe da SMS desenvolve ações diretas com as famílias e a comunidade. A capacitação de profissionais das áreas da educação, saúde e assistência social, a fim de atuarem como agentes multiplicadores de conhecimento, buscando a garantia dos direitos sociais, vem sendo defendida pela Secretária Municipal de Saúde – Mariza Helena Eslabão. Vamos acolher mais adolescentes neste projeto, disse. O projeto conta ainda com a parceria de outras entidades não governamentais do município.
No Projeto Amigos do Dente - A SMS está ajudando as crianças a sorrir mais e melhor. Atualmente, o Projeto Amigos do Dente está sendo desenvolvido em três escolas do município: Escola Municipal de Ensino Infantil Santa Izabel, Escola Municipal de Ensino Infantil Reverendo Joaquim Manoel da Silveira, Escola Municipal de Ensino Fundamental Victor Marques Porto. A intenção deste projeto é transmitir os conhecimentos sobre cuidados odontológicos junto a crianças, que muitas vezes tem sua saúde bucal deixada de lado.

A higienização bucal é o grande foco do projeto, pois durante a sua execução, as crianças desenvolvem técnicas de escovação supervisionada e uso do fio dental, de acordo com a desenvoltura e habilidade motora de cada faixa etária. Para isto, são realizadas visitas semanais dos cirurgiões-dentistas: Camila Lopes Schmalfuss e Nelson Pereira junto às escolas.

Além destes projetos, a SMS através do Programa Estratégia de Saúde da Família (ESF) realiza técnicas de escovação, palestras e teatros sobre o tema saúde em todas as escolas e creches que estão dentro das suas áreas de abrangência. As equipes do ESF atendem a 36% do território do município, e uma média de 13.400 pessoas nas suas áreas de abrangência, segundo Paula Viola – Coordenadora dos ESFs.
    Projetos que levam saúde e prevenção para a sala de aula, mudando a vida de crianças, adolescentes e suas famílias tendem a ser ampliados, e a SMS de Canguçu está atenta aos programas e iniciativas que se engajem neste objetivo.

QUADRO, GIZ... E SAÚDE

Quanto mais cedo forem adotados, mais benefícios os hábitos e as opções de vida saudáveis são capazes de trazer. Por isso, promover saúde e prevenção entre crianças e jovens é uma oportunidade de agir hoje para mudar o cenário epidemiológico de amanhã. E o papel da escola ganha cada vez mais importância.
Na estratégia Saúde para Todos no Século XXI, a Organização Mundial da Saúde (OMS) indica que a promoção da saúde e os estilos de vida saudáveis devem ter abordagem privilegiada no ambiente escolar. A entidade define como Escola Promotora da Saúde aquela que inclui a educação a saúde no currículo. Nos temas mais variados – prevenção de AIDS, câncer e meio ambiente -, uma série de iniciativas está levando o conhecimento sobre saúde para dentro da sala de aula em todo o país.
Inserir temas de saúde e prevenção na rotina das aulas é o principal desafio do Programa Saúde na Escola, desenvolvido pelos Ministérios da Educação (MEC) e da Saúde desde 2007. O programa está presente em 16.470 escolas, num total de 1,5 milhão de estudantes atendidos. Inicialmente, foram priorizados os municípios com  menor Índice de Desenvolvimento de Educação Básica. Até 2008, 609 municípios haviam aderido á iniciativa. Em 2009, esse número mais que dobrou, com a adesão de novos 687 municípios. Atualmente, o programa está espalhado em um em cada cinco municípios do país.
No Brasil, 97,5% das crianças entre 6 e 14 anos estão na escola
O MEC aponta que o programa tem como foco promover a saúde e a cultura da paz, fortalecendo a relação entre as redes públicas de saúde e de educação. “O Programa Saúde na Escola articula as ações do Sistema Único de Saúde com as ações das redes de educação básica pública, de forma a ampliar o alcance e o impacto de suas ações relativas aos estudantes e suas famílias”, pontua Karen Oliveira – Consultora da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade do MEC.
Na execução do programa, a primeira fase é focada nas condições de saúde dos alunos – avaliações clínica, psicossocial, oftalmológica, auditiva, nutricional e da saúde da boca, além da atualização do calendário de vacinas e medição de pressão arterial. As etapas seguintes incluem educação para a prevenção em saúde, sem abrir mão da avaliação contínua da saúde dos estudantes. Cada vez mais, o Programa de Saúde da Família tem atuado em sinergia com o Programa Saúde na Escola.
Em cada local onde o programa é implantado, é imprescindível considerar as especificidades locais e regionais, os aspectos da saúde relativos a gênero, orientação sexual, raça, cor, etnia e condição social, entre outros aspectos.
Os gestores municipais interessados em levar o Programa Saúde na Escola para seu município devem ficar atentos ao próximo calendário de adesão, que será publicado no Diário Oficial da União e na página do Programa Saúde na Escola na internet (www.mec.gov.br/secad).